Adega Mãe Terroir

A Adega Mãe celebrou no passado mês de Novembro o seu 8º aniversário e aproveitou a ocasião especial para apresentar as mais recentes colheitas dos seus topos de gama. Os Adega Mãe Terroir são vinhos produzidos apenas nos melhores anos e procuram mostrar a expressão máxima dos terroirs deste produtor de Torres Vedras.
Antes da apresentação dos vinhos, Bernardo Alves e Diogo Lopes, proprietário e enólogo, fizeram um pequeno balanço dos primeiros oito anos de vida deste projecto. Ficámos a saber que a produção actual da Adega Mãe ronda os 1,5 milhões de litros anuais, que 10% da facturação anual , que tem crescido consecutivamente, chega por via do enoturismo, 70% por via das exportações e apenas 20% provém do mercado nacional.
Houve tempo também para relevar a parceria com o Estabelecimento Prisional de Leiria que dá origem ao vinho Inclusos. Um projecto que visa a reinserção social destes reclusos e está à venda na loja da Adega Mãe por 3,99€.
O Adega Mãe Terroir Branco 2016 é um lote de Viosinho, Arinto e Alvarinho, com estágio em barrica durante 12 meses mais 48 meses de estágio em garrafa. Complexo e profundo, mostra fruta branca, citrinos e algumas notas amanteigadas, tudo amparado por uma barrica sem excessos. Tem muita presença de boca, é cheio mas fresco, marcado por travo mineral, num estilo muito borgonhês. Apenas 1700 garrafas a um pvp de 39€. A 2ª edição do Adega Mãe Terroir Tinto, neste caso da colheita de 2015, é um lote de Touriga Nacionale e Petit Verdot, com 18 meses de estágio em barrica mais 36 meses de garrafa. Um vinho perfumado, frutado, com um leve toque floral e de barrica. É rico e concentrado, mas bem equilibrado por um refrescante fundo mineral e uma acidez afirmativa. Foram cheias 3000 garrafas e o pvp também é de 39€.
Outra das principais novidades da noite foi, no seguimento da estratégia de envestimento no enoturismo, a abertura de um restaurante e uma loja com produtos da Adega Mãe e Riberalves. Será um espaço no mesmo local da adega, que pretende aumentar e diversificar a oferta de enoturismo. A abertura ainda não tem data marcada, mas vai mesmo acontecer durante o ano de 2020, pelo que deveremos ter mais informações sobre a mesma nos próximos tempos.
Seguiu-se um jantar preparado pelo chef André Cruz, nº 2 do restaurante Feitoria, onde foi possível cruzar as suas criações com um leque de vinhos seleccionados.
O Terroir Tinto 2015 deu-se bem com este lombo de novilho com mão de vaca.
Enquanto o branco namorou com uma dourada assada e carabineiro.
Parabéns!

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