Quinta do Mouro no Delidelux

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Miguel e Luís Louro. Pai e filho. Proprietários e enólogos da Quinta do Mouro.

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Não é todos os dias que temos o prazer de ter a Quinta do Mouro em Lisboa. É momento de gala, para ser apreciado a fundo, um prazer para qualquer winelover. Ainda para mais quando os vinhos chegam acompanhados por quem os produz, enquadrados num fundo brilhante reflectido pelo Tejo (tramam-se as fotografias, mas não se pode ter tudo :).

O motivo desta, pouco habitual, mas muito saudada aparição, prende-se com a apresentação das novas colheitas, mas também – e isto só por si é um acontecimento quando se trata da Quinta do Mouro – a nova roupagem na imagem da marca. Sobre os vinhos já lá vamos, sobre a nova imagem pode dizer-se que sem perder o classicismo, os rótulos surgem subtilmente mais leves, com o nome da quinta a aparecer mais afirmativo, criando uma maior harmonia entre as várias referências. Ainda assim, os Vinha do Mouro podiam ter ido mais além. Bem sei que falamos de uma entrada de gama, mas a simplicidade dos rótulos não faz jus ao que encontramos dentro da garrafa.

Passemos aos vinhos.
Para alguns são os melhores do Alentejo. Para outros do país. Eu não quero ir tão longe. Mas que não fiquem dúvidas que estamos perante alguns dos mais distintos vinhos produzidos no nosso território. A história conta-se rapidamente. Miguel Louro, dentista de profissão, após ter adquirido a Quinta do Mouro, decidiu nos finais dos anos oitenta produzir vinho, dando então início ao projecto. O primeiro vinho foi o Quinta do Mouro da colheita de 1994, um vinho que surpreendeu pela qualidade e que se tornou de imediato uma referência para a região. Foi a partir dessa altura que começou a desenhar-se o terroir da Quinta do Mouro. Solos xistosos, um clima menos quente que em outros pontos das imediações, mais chuva e menos horas de sol, um conjunto de factores que tornaram este um local predestinado a produzir vinhos de excelência.

Foi isso que tivemos oportunidade de testemunhar nesta tarde amena na esplanada do Delidelux. Um desfile de seis vinhos que percorreu o portefólio da marca de uma ponta à outra. Vinha do Mouro Branco 2013, Vinha do Mouro Tinto 2011, Zagalos Reserva 2009, Quinta do Mouro 2008, Quinta do Mouro Cabernet Sauvignon 2011 e Quinta do Mouro Rótulo Dourado 2009. Vinhos marcados pela elegância, estruturados, com os frutos silvestres a colorirem o aroma. Muito frescos, delicados, harmoniosos, complexos até nas gamas mais baixas.  Uma palavra especial para o Rótulo Dourado, ex libris da casa, o luxuoso topo de gama apenas produzido em anos de excepção. A Alicante Bouschet domina, mas tem o tempero da Aragonez, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon. Este 2009, ainda a mostrar juventude nos aromas, já deixa transparecer o seu potencial, é necessária paciência e tranquilidade, à boa maneira do Alentejo.

Vinhos autênticos. Onde os métodos tradicionais, como a vindima manual, ou a pisa a pé, são práticas que não se dispensam. Esta nova imagem apenas vem reforçar o culto de um Alentejo genuíno, longe das modas e das tendências, fiel a si próprio, onde não se facilita, na preservação da autenticidade de uma região cada vez mais descaracterizada. Vinhos, portanto, que são um hino ao Alentejo.

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