Real Companhia Velha

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As caves da Real Companhia Velha em Vila Nova de Gaia…

Confesso que desconhecia a dimensão física e histórica da Real Companhia Velha. Tinha presente que estávamos perante um dos maiores produtores de vinho do nosso país, com uma história tão rica que se confunde com a história do Douro, sabia também que o património, dos vinhos às quintas, era gigantesco e de valor histórico incalculável, mas nada me preparou para a realidade que encontrei na visita que tive oportunidade de fazer recentemente ao universo da empresa.

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…com um património histórico de vinho do porto de valor incalculável.

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Pedro Silva Reis, director da Real Companhia Velha…

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E o seu filho, Pedro Silva Reis, que nos acompanhou ao longo de toda a jornada.

Foram três dias em que viajámos por entre quintas, caves e adegas. Em que ficámos a conhecer um património histórico de grande valor onde até se inclui um palácio. Provámos (e bebemos), na companhia da melhor gastronomia regional, uma alargada selecção dos melhores vinhos que a Real Companhia Velha produz e já produziu. Mas foram as pessoas, que nos receberam e que nos passaram o seu conhecimento, com a sua autenticidade e paixão pelo que fazem, que mais me marcaram. Se a grandeza de uma empresa é feita pelas pessoas que dela fazem parte, a Real Companhia velha pode dar-se por feliz pela qualidade dos seus profissionais.

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História…

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tradição…

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…e modernidade. Três pilares essenciais na realidade actual da Real Companhia Velha.

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A imponente, qual jardim encantado, Quinta das Carvalhas.

Pareceu-me, ao nível dos vinhos, que o regresso do enólogo Jorge Moreira, que tinha deixado a empresa em 2002, está a funcionar como um bálsamo na definição do perfil dos mesmos. Uma empresa com tantas referências e tanta diversidade de vinhas e estilos de vinho necessita de uma estratégia bem definida e objectiva neste campo. A imagem dos mesmos também está a ser trabalhada e actualizada, mas neste aspecto ainda existe algum trabalho a fazer, em especial com os Vinhos do Porto. Hoje em dia o que está dentro da garrafa tem de ter uma imagem à altura sob pena de se desvalorizar o produto. E qualidade na matéria prima é o que não falta por aqui.

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A olhar o Tua, a Quinta dos Aciprestes.

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Altaneira no planalto da Pesqueira, a Quinta…

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… e o Palácio de Cidrô.

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Testemunhos vivos do passado.

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A jóia escondida da Real Companhia Velha no Vale do Roncão…

No final, depois de se conhecer esta realidade, percebe-se melhor a filosofia de uma empresa com um património gigante, que apesar da riqueza da sua história continua com uma forte e efectiva aposta na experimentação e inovação. A preocupação com o posicionamento da empresa em termos de marketing também é óbvio e não é de estranhar a intenção declarada de estar na linha da frente do comboio das novas tecnologias que o século XXI exige.

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… a Quinta do Síbio.

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O Centro de Vinificação da Granja. Onde tudo acontece.

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A gigantesca e histórica Quinta do Casal da Granja.

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A casa de família dos proprietários na Quinta das Carvalhas, no leito do Douro, a olhar o Pinhão.

Em publicações futuras – porque seria demasiado longo e exaustivo formatar numa publicação tanto que há para dizer e mostrar – abordarei mais detalhadamente a história, as visitas e alguns dos vinhos com que nos cruzámos ao longo desta memorável jornada.
Resta-me agradecer o convite e a paciência de todos, que ao estarem a privar-se do seu fim de semana, nos receberam e nos mostraram todos os cantinhos da realidade da Real Companhia Velha. Em especial ao Pedro Silva Reis (filho) que esteve sempre junto de nós durante todo o fim de semana e com uma simpatia digna de nota.

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