Trinca Bolotas Tinto 2013

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O Alentejo no Chiado. O Porco Alentejano e o Sobreiro, dois símbolos da região,  trouxeram a alma alentejana ao restaurante Largo, para a apresentação do novo rebento da Sogrape Vinhos, o Trinca Bolotas.

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Depois das boas vindas dadas pelo Vinha do Monte Rosé (que já falei aqui), Joana Pais, relações públicas da Sogrape e Luís Cabral de Almeida, enólogo, apresentam o novo vinho produzido na Herdade do Peso, na Vidigueira, propriedade da Sogrape no Alentejo.

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Luís Cabral de Almeida, assume desde 2012 os destinos da enologia da Herdade do Peso, depois de uma temporada de 10 anos em Mendoza, na Finca Flichman, o braço argentino da Sogrape. Nesta apresentação, fez questão de destacar o trabalho que está a ser feito na Herdade do Peso, onde estão a nascer “vinhos sofisticados, elegantes, profundamente alentejanos”. O Trinca Bolotas surge nessa linha, retirando “a banalidade dos excessos de madeira”, procurando antes um vinho de identidade alentejana bem vincada, “intenso de aroma e de sabor”.

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Vieiras Grelhadas com Broa de Alhada. A entrada que deu início ao almoço e que teve a companhia do Vinha do Monte Branco 2013.

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Miguel Castro Silva, chefe de cozinha do Largo, explicando o almoço de harmonização que preparou a pensar nos vinhos da Herdade do Peso.

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Depois, o Alentejo chegou à mesa. O Cachaço de Porco Alentejano, a lascar e cheio de sabor, e o Trinca Bolotas Tinto 2013, trouxeram a riqueza dos sabores e dos aromas da planície alentejana, que resultaram num casamento de belo efeito.

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Trinca Bolotas Tinto 2013, a homenagem ao Alentejo pela Herdade do Peso. 44% Alicante Bouschet , 40% Touriga Nacional, 16% de Aragonez, num lote que depois de vinificado estagiou durante 6 meses em barricas de carvalho francês. A Alicante Bouschet (uma aposta declarada de Luís Cabral de Almeida para a Herdade do Peso) surge afirmativa, mas em boa sintonia com o restante lote, resultando num vinho de cor viva e aroma apelativo, com os frutos silvestres maduros e as notas florais bem temperadas por uma subtil sugestão de barrica. Na boca mostra bom equilíbrio, de corpo redondo e taninos elegantes, macio, final de boca guloso e de boa persistência. Um vinho fresco e equilibrado, de boa relação qualidade preço (5,99€ na grande distribuição), que mostrou boa aptidão gastronómica. Vai dar-se bem com mesas decoradas de iguarias regionais alentejanas (15,5+).

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O final ficou guardado para a Sericaia com Gelado de Ameixas de Elvas, a interpretação deste clássico alentejano pela mão de Miguel Castro Silva. Foi adornado pelo Ferreira Quinta do Porto Tawny 10 Anos, mais um vinho do inesgotável portefólio da Sogrape.

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