Vinhos da Semana VII

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Adega Mãe Viosinho 2013 – Está na altura de voltar aos vinhos da Adega Mãe, um produtor que tenho gostado de acompanhar e que continua a traçar o seu percurso com grande consistência. A frescura atlântica continua a ser o mote para a forma como o clima define o perfil fresco e mineral dos seus vinhos.
À semelhança do ano passado, voltou a colocar 4 monocastas brancos no mercado, todos de 2013. As principais novidades são um Sauvignon Blanc que surge em detrimento do Viognier e o Chardonnay que passou a estagiar 8 meses em madeira, o que o tornou mais gordo e untuoso. O Alvarinho e o Viosinho mantêm o estilo e completam o tetra.
Hoje é chamado para a conversa o Viosinho, um dos favoritos. A casta do Douro que por vezes resulta em vinhos muito florais, volta a mostrar que se dá bem no terroir da Ventosa (Torres Vedras) onde este produtor tem as suas vinhas.
Expressivo no aroma, mais para o lado da fruta madura, citrinos, fruta branca, que para as flores, pareceu-me com mais estrutura que no ano anterior. Bom volume na boca, sensação mineral, muito vivo e expressivo, seco e envolvente, pleno de frescura, bem feito e pronto para a mesa. Foi chamado para acompanhar umas postas de corvina no forno e saiu-se lindamente.
A colheita anterior já tinha dado boas indicações quanto ao comportamento da casta por estas bandas e este 2013 volta a confirmar. Não será por acaso que fará parte do lote do novo Reserva Branco que deverá estar a chegar ao mercado por esta altura.
Consegue-se encontrar em algumas grandes superfícies pelo preço de 7€ e é um excelente vinho para levar para uma jantarada em casa de amigos. É bom e a garrafa é bonita (16+).

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João Portugal Ramos Loureiro 2013 – Viajamos agora até ao Minho, mais propriamente a Monção, onde nascem as vinhas para a abordagem de João Portugal Ramos aos Vinhos Verdes. Depois do Alvarinho, que dei conta aqui, chegou este ano ao mercado português o João Portugal Ramos Loureiro 2013.
O Loureiro surge temperado por 15% de Alvarinho, para um vinho com aromas atractivos, citrinos intensos e leve floral. Na boca mostra-se simples, com uma abordagem directa, onde sobressai a acidez que lhe confere boa frescura. Este é um vinho pensado para o Verão, desde o aspecto da garrafa, com um look leve e fresco, até ao seu conteúdo, a convidar para tardes de piscina e conversas despreocupadas.
Encontra-se com facilidade na grande distribuição e custa menos de 4€ (15+).

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Soalheiro Alvarinho 2011 – E pelo Minho ficamos, para um dos maiores clássicos do nosso Verão, o Soalheiro Alvarinho.
Reza a história que estamos perante o primeiro vinho Alvarinho engarrafado em Melgaço, por isso um marco na história da região, que hoje é reconhecida por ser berço de alguns dos melhores brancos produzidos em Portugal. Luís Cerdeira, enólogo e gestor, é o homem à frente do leme desta empresa que é uma das maiores referencias no que toca a vinhos Alvarinho.
Para hoje recuperei este vinho da colheita de 2011. A boa evolução em garrafa é uma evidência, muito elegante no aroma, com as notas tropicais da sua juventude a darem lugar a aromas mais verdes, com o limão e a lima a imperar, tudo num fundo marcadamente mineral. Equilíbrio notável entre o volume e a acidez fina e afirmativa, a dizer-nos que temos vinho para muitos mais anos. Um vinho que está agora, quase três anos após ter chegado ao mercado, a revelar todo o seu esplendor, mostrando-se um Alvarinho de belo recorte, cheio de identidade. Um vinho que diz muito quanto à vitalidade actual dos nossos vinhos brancos. Foi companhia para um Polvo à Lagareiro e acabaram por morrer de amores.
Encontrar este vinho à venda não será fácil, pois apesar da produção ser grande, habitualmente não sobram garrafas para contar a história. Talvez em algumas garrafeiras.
Quantos vinhos brancos abaixo de 10€ no mundo se comparam a este em qualidade, nenhum?(17).

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