Adegga Club A

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Há vida nova no Beato. É aqui, no antigo edifício da Sociedade Comercial Abel Pereira da Fonseca, hoje em plena fase de conversão, que o Adegga tem a sua acabada de estrear Adegga Tasting Room.

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Foi apresentada ontem, no âmbito do primeiro evento exclusivo para sócios do Club A.

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O Club A é um clube privado onde os seus membros, através de um pagamento mensal de 50€, têm acesso a provas especiais, visitas a produtores, vinhos de edição limitada, apresentações exclusivas de novos vinhos, descontos na loja online e condições especiais de acesso aos Winemarket e respectivas Salas Premium. De referir que esse pagamento mensal entra em conta-corrente e será integralmente gerido pelo membro, seja na aquisição de vinhos ou noutros serviços pagos. Em toda esta equação é evidente o importante papel que a nova Tasting Room vai ter.

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Na apresentação exclusiva de ontem estiveram presentes três produtores, todos eles com novidades. Soalheiro, Paulo Laureano e Adega Mãe. Aqui na foto na companhia da equipa Adegga.

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Os vinhos Paulo Laureano são todos produzidos exclusivamente com castas nacionais e ontem o destaque foi para o Paulo Laureano Edição Limitada Tinto 2008. Uma produção limitada de 1650 garrafas de um vinho composto por um lote de Trincadeira, Tinta Grossa e Alicante Bouschet (que já é quase portuguesa) que estagiou durante um largo período e agora surge ao mercado em exclusivo para os clientes Adegga. Vivo, carnudo, fresco, uma boa surpresa.

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De um ano quente. Ainda em forma. Gigante, na paródia com o Caril de Gambas do Ibo.

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Luís Cerdeira, dos vinhos Soalheiro, trouxe muitos pontos de interesse para esta prova e foi possível aquilatar o estado de evolução de alguns dos seus vinhos. O Reserva 2010, o Primeiras Vinhas 2011 e o Soalheiro Clássico 2003, só para mencionar alguns. Mas o ponto alto foi sem dúvida a apresentação em exclusivo para os membros do Club A do seu novo vinho Terramatter. Um Alvarinho diferente, como fez questão de frisar, mais autêntico, mais puro, mais minimalista, um vinho biológico, sem filtração, em que parte do vinho faz estágio em madeira usada de castanho. Não tem a finura habitual dos Soalheiro mas tem muita alma. E uma acidez valente. São apenas 3000 garrafas e para já está em venda exclusiva (16€) para os membros do Club A.

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A Adega Mãe apresentou em primeira mão o Adega Mãe Riesling 2014, o novo monocasta branco que só deverá chegar ao mercado daqui a alguns meses, mas que os membros do Club A já o podem adquirir. Jovem, contido, de acidez valente, é um vinho para seguir com atenção nos próximos tempos. Os restantes destaques ficaram por conta dos Viosinho, que voltaram a brilhar, com o 12 a dar boa conta de si e o 14 a mostrar uma elegância e frescura estupendas e, acima de tudo, para a mini vertical de Dory Branco, o entrada de gama da casa que mostrou uma evolução tão boa que teve no 2011 e 2012 duas das maiores surpresas do dia. Este produtor pode ainda não ter o histórico dos outros dois colegas de prova mas ainda assim não deixou de surpreender.

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O catering esteve a cargo do Restaurante IBO. Especialidades moçambicanas que exigiram bastante dos vinhos. Muito boas as Chamuças, melhor ainda o Caril de Gambas com Arroz Basmati.

Resta dar os parabéns ao Adegga por mais um passo no inovador caminho que tem trilhado, sempre a trazer lufadas de ar fresco para o sector do vinho em Portugal e, por conseguinte, a servir de inspiração para tantos outros projectos que por aí proliferam.

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