Comer no Algarve

Actualizado em Julho de 2017

Gastronomicamente falando o Algarve será porventura a região mais rica do país. Além da maior densidade de Estrelas Michelin por metro quadrado, tem um impressionante conjunto de restaurantes que praticam uma cozinha regional de grande qualidade. O mar e a serra deram origem, ao longo dos tempos, a um receituário regional de grande valor e se a riqueza do seu pescado é uma bandeira que o Algarve se orgulha, também o interior empresta à sua gastronomia o carácter de um Cozido de Couves à Algarvia ou de uma Galinha Cerejada.

O círculo fecha-se com os figos e as amêndoas, dois produtos incontornáveis na cozinha Algarvia e que são peças fundamentais da sua afamada doçaria, onde o Morgado, o D. Rodrigo ou o Queijo de Figo são exemplos maiores.

Numa região anualmente inundada por milhões de turistas a oferta é muita e variada. Esta lista apenas resume alguns dos caminhos seguros, longe das armadilhas para turistas, por entre as minhas mesas favoritas do Algarve. Apreciem e se for o caso, boas férias.

A Tasca do Petrol – N267, Corgo do Vale, Marmelete, Monchique – 282 955 117

Há mais de 50 anos a servir as gentes da Serra de Monchique, hoje, a antiga taberna deu lugar a um restaurante que mantém a tradição de servir a autentica cozinha serrana. Nélia Nunes é a responsável pelos tachos e faz-nos chegar à mesa Cozido de Couves (a especialidade da casa), Couves com Feijão (dentro da mesma linhagem), Faceira de Porco (Bochechas), Milhos à moda de Monchique, Cachola de Cebolada, Javali Estufado, Borrego no forno ou Migas com Entrecosto. Nas sobremesas, entre outras, destacam-se as tartes, de figo e alfarroba ou de amêndoas e gila. Para terminar, o tradicional medronho, que aqui é do (muito) bom. Imperdível este bastião da cozinha regional algarvia.

Quinta do Francês – Dobra Cx P 862 H, Odelouca, 8300-037 Silves, Portugal

Quando se fala em vinho a região do Algarve não é a primeira que nos lembramos, mas a verdade é que existem vários produtores que disponibilizam um serviço de enoturismo de grande qualidade, muitas vezes melhor do que o que encontramos noutras regiões mais cotadas. A Quinta do Francês, o projecto de Patrick Agostini na Serra de Odelouca, é um desses exemplos. Tem uma loja com sala de provas e também é possível visitar a adega e conhecer os métodos de produção. Toda a informação aqui.

Igreja de Santo AntónioRua General Alberto Silveira, Lagos

Depois do almoço há que esticar as pernas. E se não for um daqueles dias muito quentes, sabe bem dar um passeio pela marginal de Lagos até ao Castelo dos Governadores e terminar com uma visita a um dos principais ex-libris da cidade de Lagos, a Igreja de Santo António. O acesso à Igreja faz-se pelo Museu Municipal Dr. José Formosinho e é pago, mas valem a pena os 3€ da entrada para ver o impressionante trabalho em talha dourada.

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Petisqueira A OficinaBairro Das Areias, Mexilhoeira Grande282 968 433

A antiga oficina deu lugar a uma petisqueira que já ganhou fama pela qualidade da oferta mas também pelos nomes originais de alguns dos petiscos. Aqui podemos provar porcas (massa quebrada com legumes), parafusos (com recheio de camarão) e outros objectos que aludem à anterior actividade deste espaço. As sugestões são muitas e todas apetitosas. No capítulo dos petiscos – o forte da casa – podemos encontrar: Saladinha de ovas, de orelha ou de polvo, ameijoa, berbigão, conquilha e afins. Nos pratos mais consistentes é famosa a feijoada, mas também o arroz de cabidela, o arroz de lingueirão e o ensopado de enguias. Uma maravilha. Preço médio sem vinho 15€.

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O Holandês dos Caracóis – Rua Eng. Duarte Pacheco 5, Portimão – 282 414 166

A bandeira holandesa ao lado da portuguesa indicam que chegámos ao local certo. Instalado numa zona residencial da baixa de Portimão, esta antiga taberna restaurada, apresenta uma ementa que assenta nos petiscos mas também tem uma boa oferta de pratos tradicionais algarvios. Para além dos caracóis, que ganharam fama e há quem arrisque que são os melhores do Algarve, existe uma vasta oferta de petiscaria que pode ir da muxama até às ameijoas ou lingueirões. As salsichas típicas da terra do proprietário também não faltam. O atendimento é muito simpático e os preços cordatos. No piso de cima existem dois terraços com vistas desafogadas. Preço médio sem vinho 10€.

A Casa da IsabelRua Direita 61, Portimão – +351 282 484 315

A tradição e autenticidade da doçaria algarvia. Quase há vinte anos a adoçar bocas no centro de Portimão, A Casa da Isabel apresenta uma larga oferta de doces típicos, todos produzidos com muito respeito a partir de receitas originais investigadas por Isabel Ramos. Não bastando as doces tentações, o espaço ainda tem um ambiente encantador, de casa da avó, que merece ser conhecido.

Mercearia do AlgarveRua Direita 25, Portimão969 165178

Vinho, cerveja, azeite, queijos, pão, enchidos, flor de sal, iogurtes, conservas, tudo produzido na região do Algarve. A procura por produtos genuínos tem sido umas das cruzadas de Elisa Malheiro, a proprietária deste espaço no centro histórico de Portimão que recupera a tradição das antigas mercearias. É de visita obrigatória e aposto que saem de lá a salivar. Ah e procurem pelos sacos de pano personalizados, que são giros e dão um jeitão para ir às compras.

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Maria do MarRua Direita 89, Portimão

Conservas e Degustação, sugerem-nos. E de facto a loja é tão apelativa que, para quem gosta de conservas, é difícil sair sem comprar nada. Também se pode explorar o modo degustação, ao final da tarde com uma cerveja artesanal a acompanhar, ou um petisco mais tardio com um copo de vinho. Lulas Recheadas à Portuguesa da La Gondola ou Chaputa em Óleo da Manná, são apenas duas das muitas opções. O atendimento é muito simpático e mesmo quem compra para trazer para casa não vem sem uma sugestão de receita.

Maria do Mar - Algarve

Maria do Mar - Algarve

Praça Velha II – Estrada Nacional 125, nº 72, Estombar, Lagoa – 282 432 736

Típico restaurante de beira de estrada, onde se serve comida caseira, honesta, a preços muito justos. Foi paragem de acaso, pois a referência era O Charneco, mas o facto de às 14:00 horas já não servirem almoços trocou-nos as voltas e fez-nos procurar por alternativas. Em boa hora, porque no Praça Velha comi simplesmente das melhores sardinhas que tenho memória. Não sei se há por ali gente do mar, nem se a casa tem fama pelo peixe, mas as sardinhas e a dourada (ambos pratos do dia) que nos serviram estavam impecáveis. Peixe fresquíssimo, com a carne a brilhar, firme e saborosa. Dizem-me, ao verem-me maravilhado, que o segredo está na temperatura das águas, que em Setembro sobe e confere às sardinhas um porte e um sabor que não atingem noutras fases do ano. Empurrou-se com imperial. No fim, depois do doce da casa e dos cafés, pagou-se 8€ pelo Menu Diário.

Quinta dos Vales – Sítio dos Vales, 8400-031 Estômbar – 282 431 036

Outro produtor de vinho algarvio que leva o enoturismo muito a sério e que vale francamente a pena conhecer é a Quinta dos Vales em Estômbar. Com as vinhas em fundo, os bonitos jardins decorados com as coloridas “Grace”, convidam a longos passeios à descoberta da propriedade, que se assemelha a uma galeria de arte a céu aberto. As crianças são bem-vindas e até têm um pequeno parque com animais para se deliciarem. No final é obrigatória uma passagem pela adega e pela loja para conhecer os vinhos.

Terroir Wine Shop & Kitchen – Estrada do Farol 101 e 103, Carvoeiro, Lagoa – 915 787 401

Foi a maior surpresa da última ida a terras algarvias. Nao só pela qualidade da comida e do serviço de vinhos, mas também porque custa a entender como andou este Terroir escondido durante tanto tempo. Com uma selecção de grande qualidade, com especial destaque para os vinhos naturais e biológicos, é um espaço obrigatório para quem gosta de vinho. O serviço é de cinco estrelas.

Restaurante Veneza – Estr. de Paderne 560A, 8200-488 Albufeira – 289 367 129

O Veneza para além de restaurante também é garrafeira e é um lugar obrigatório para os amantes do vinho (preparem-se para longos momentos de contemplação). Em ambiente informal, são mais de 1000 referências à escolha, para todos os gostos e carteiras, dispostas à vista de todos nos mostradores que também servem de decoração ao espaço. A cozinha está à altura, com a gastronomia regional a ditar leis e a fazer chegar à mesa várias receitas de tacho e outras especialidades algarvias que podem ir do Cozido de Grão às Cataplanas. Preço médio sem vinho 20€.

Veneza, Algarve

TaskaRua do Alportel 38, Faro – 289 824 739

Não se deixem enganar pelo k, este não é um restaurante novo da moda que teve de encontrar um nome à pressão. Apesar do nome não ser o mais feliz compensa-nos com a felicidade de nos proporcionarem uma cozinha regional algarvia de grande qualidade. Na baixa de Faro, este espaço que começou por ser uma petisqueira, é agora um restaurante de decoração pitoresca e ambiente tranquilo que tem no Xerém e na Estupeta de Atum as principais especialidades. Mas a oferta é muito mais vasta e alguma até foge ao receituário tradicional, como é o caso do Caril de Camarão que é muito bom. A sua fama chegou longe e hoje em dia é comum depararmo-nos com muitos clientes estrangeiros que visitam este espaço, também por isso é conveniente a reserva antecipada. Preço médio sem vinho 15€.

Primo dos Caracóis – Quatrim do Norte, Olhão – 289 702 662

Localizado em plena EN125, no lugar de Quatrim (perguntem), do lado direito para quem circula no sentido Tavira – Olhão a poucos quilómetros da entrada em Olhão. Casa simples, sem pretensões, mas onde se serve cozinha de muito boa qualidade, tudo à base do petisco. As opções assentam naturalmente nos peixes e mariscos, mas não faltam pratos mais consistentes. Comeu-se biqueirões albardados, enguias fritas, ameijoas à bolhão pato e terminou-se com uma torta de alfarroba com creme de laranja. Tudo muito bom. Carta de vinhos curta, mas com boas referências e a preços muito convidativos (Soalheiro 2011 a 16€, por exemplo). Há copos razoáveis que não costumam estar à vista, é procurar pelos ditos. Em Julho e Agosto atenção, está sempre cheio. Preço médio sem vinho, 15€

Restaurante Três PalmeirasVale Caranguejo, Tavira – 281 325 840

Mais uma opção na EN125. Parece que foi de propósito mas foi mera casualidade. Serviu para provar que se come muito bem ao longo daquela mítica estrada, agora ainda mais atulhada pelo efeito dos preços ofensivos, que senti na pele, da Via do Infante. Como é possível as pessoas que têm negócios se deslocarem com rapidez?

Bom, voltemos ao essencial. Grelhador majestoso no meio do grande logradouro que acolhe a sala principal desta casa, de onde saem peixes da grelha ininterruptamente  A lista não é fixa, cada dia assa-se o que aparece na lota. Por estes dias calharam umas sardinhas, de novo fantásticas, uns sarguinhos e umas douradas, tudo muito bom. Casa simples, com serviço simples mas eficiente e com produtos locais de grande qualidade, ou como comer bem no Algarve por menos de 10€. Não é de estranhar que esteja sempre a rebentar pelas costuras. Atenção, à noite é chegar cedo, senão arriscam-se a encontrar a cozinha fechada. Menu Diário, 8€.

Gelataria DeliziaRua 5 de Outubro 9, Tavira – 965 640 688

Tavira é das minhas cidades favoritas do Algarve. Não há férias algarvias que não passe por lá pelo menos um dia, para passear pelo centro e tirar a inevitável foto do Rio Gilão em cima da ponte romana. Infalível também é ir à Delizia comer um gelado, que tem uma loja mesmo a seguir à ponte romana, bem no centro da cidade. Estes gelados artesanais, de fabrico próprio, privilegiam os sabores algarvios e inclusivé já ganharam com eles alguns prémios em concursos internacionais. São maravilhosos, muito bem feitos, cremosos, de sabores autênticos e sem serem muito doces. Uma delizia.

Restaurante Noélia – Av. Ria Formosa 2, Cabanas de Tavira – 281 370 649

É um dos maiores pontos de interesse gastronómicos da região e um lugar que toda a gente que visita o Algarve não quer (nem deve) perder. A cozinha caseira e autêntica da Noélia, muito assente nos produtos frescos da época, ganhou fama e é hoje uma das mais afamadas de todo o país. A confirmar estão as muitas filas à porta nos meses mais quentes. O atum, preparado de várias formas, continua a ser um ex-libris da casa, mas a raia, as ostras, os carabineiros, o polvo, o lingueirão, o peixe-galo, entre outras espécies, também dão lugar a preparações magníficas. Os arrozes são obrigatórios – onde se destaca o de robalo ou corvina com limão – e a carta de vinhos está cada vez melhor. Imperdível. Preço médio sem vinho 25€.

Arroz de Robalo com Limão e Polvo com Batata Doce.

Comer no Algarve

O por-do-sol sobre a ria, antes ou depois da refeição, é outra atracção de uma ida à Noélia.

Casa de Odeleite – Odeleite, Castro Marim

Vale a pena deixar a praia por uma tarde e entrar pela serra para conhecer um Algarve diferente. A Casa de Odeleite, situada na aldeia com o mesmo nome, na primeira metade do século passado era a casa mais rica da freguesia e desempenhava o papel de principal entreposto comercial da região. Adquirida em 1999 pela Câmara Municipal de Castro Marim, tornou-se com a entrada de Odeleite no “Programa de Revitalização das Aldeias do Algarve” num centro museológico onde se pretende dar a conhecer e promover, as histórias , as tradições e a cultura do interior raiano do concelho. Uma viagem pelos hábitos e costumes destas gentes num espaço que também alberga o interessante arquivo gastronómico.

Salmarim – Salina do Moinho das Meias – 8951-909 Castro Marim – 966 922 437

A probabilidade de já se terem cruzado com ela em qualquer restaurante de um chef famoso é enorme, visto que a flor-de-sal da Salmarim é adorada por muitos cozinheiros e presença assídua nas suas cozinhas. Mas longe desse glamour, é aqui que tudo começa, na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim, junto à foz do Guadiana, onde a água e o sol são elementos fulcrais que ajudam a prosperar a arte secular da produção de sal. Vale a pena um passeio por esta paisagem única que faz parte da identidade cultural algarvia e, com sorte, encontrar o Jorge Raiado com disponibilidade para uma visita guiada, que inclui apaixonadas histórias à volta do sal.

Chá com Água Salgada – Praia da Manta Rota, Vila Real de Santo António – 281 952 856

Agora uma sugestão num segmento e estilo de cozinha diferente. Chegando-se à praia da Manta Rota ninguém fica indiferente aquela estrutura de linhas modernas com uma frente aberta para o areal onde é possível desfrutar de uma boa refeição com o mar e o sol em fundo. É um lugar bonito e moderno e à noite mostra uma faceta mais sofisticada apesar de manter a informalidade. As opções da carta são muitas e assentam numa cozinha criativa tendo por base as receitas e os produtos locais. Em alternativa há sempre o peixe fresco da região pronto a ir para a brasa.
É de saudar ofertas como esta, que apresentam uma opção para um jantar mais sofisticado no Algarve sem entrar na linha pornográfica (em preço) das estrelas Michelin. Uma palavra para o serviço de sala, que foi extremamente simpático e profissional. Preço médio sem vinho, 35€.

Comer no Algarve - Chá com Água Salgada

Rolinhos de Bacalhau com Espargos e Espuma de Limão

La Puerta Ancha – Plaza de la Laguna, 14, Ayamonte, Espanha – +34 959 32 06 66

Já não é Algarve, dizem vocês e muito bem. Pois não, mas é tão perto e o lugar tão bom que não conseguia elaborar esta lista sem o incluir. E se estiverem com tempo, deixem o carro junto ao Porto de Recreio de Vila Real de Santo António e cruzem a fronteira pelo Guadiana que o ferry deixa-vos mesmo ” a la Puerta”. Depois é maravilharem-se com as tapas de autor de Fabio Zerbo e a simpatia do atendimento da sua esposa Cliodhna Browne. O espaço é bonito e descontraído, a localização, bem no centro da movida de Ayamonte, não podia ser melhor e as tapas de fusão do La Puerta Ancha, acompanhadas por um bom serviço de vinhos, fazem o resto. Muito recomendável.

La Puerta Ancha - Ayamonte

Mercados

De Lagos, de Olhão e de Vila Real de Santo António, só para referir três dos meus favoritos. Estes são locais de visita obrigatória para os aficcionados da gastronomia e sempre locais de aprendizagem sobre espécies e hábitos alimentares. Metam conversa com os locais e vão perceber do que falo.

Comer no Algarve

Estrelas Michelin

Para 2017 não houve novidades no que toca a novas estrelas para o Algarve no guia Michelin. Numa edição que o guia até foi generoso com o nosso país, a grande expectativa estava na possibilidade da terceira estrela para o Vila Joya, mas ainda não foi desta…

Segue-se a lista:

Vila Joya, Albufeira – 2 estrelas (chef Dieter Koschina)
Ocean, Alporchinhos – 2 estrelas (chef Hans Neuner)
Willie’s, Vilamoura – 1 estrela (chef Willie Wurger)
São Gabriel, Almancil – 1 estrela (chef Leonel Pereira)
Henrique Leis, Almancil – 1 estrela (chef Henrique Leis)
Bon Bon, Carvoeiro – 1 estrela (chef Rui Silvestre)

As Praias

Os muitos quilómetros de costa, as infindáveis horas de sol e a temperatura das águas, fazem do Algarve um destino de Verão por excelência. São muitas e boas as praias que a região tem para oferecer e, apesar da grande procura, ainda é possível encontrar locais tranquilos que conseguem escapar ao turismo massificado. Seguem-se algumas sugestões dos meus locais favoritos para dar um mergulho.

Bordeira (ou Carrapateira)

Já no Algarve, mas ainda no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. É uma das praias mais populares e concorridas desta zona da Costa Vicentina, de grande beleza natural, com um bom areal e uma envolvência muito bonita. Serve ainda de foz para a Ribeira da Bordeira, onde ocasiona uma lagoa de águas calmas que pode ser uma boa alternativa ao mar mais revolto da região.

Praia do Castelejo

O final do dia no Castelejo é um momento mágico. Principalmente na baixa-mar, quando se forma um espelho dourado que reflecte o por-do-sol, em contra-ponto com o negro do xisto das grandes falésias que envolvem a praia.   Muito procurado por surfistas, este é um Algarve alternativo, onde ainda se pode contactar com a natureza no seu estado mais puro. No regresso é obrigatoria uma paragem no cimo da arriba, na esplanada do Restaurante da Praia do Castelejo, para retemperar forças a contemplar aquela paisagem única.

Praia do Barranco

Ainda em Vila do Bispo, mas já na tranquilidade das águas viradas a sul. Acede-se a partir da aldeia de Raposeira, através de uma estrada de terra batida. Muito frequentada por caravanistas, é uma praia em forma de enseada, resguardada e reservada, com um areal de boas dimensões. As águas tranquilas são a sua maior atracção.

Vale da Lama

Não é fácil lá chegar. Também não é aconselhável a quem necessite de grande logística na praia, pois o caminho é longo e uma parte dele por um caminho (tipo esporão) em mau estado. O paraíso fica para lá da grande duna que divide o mar da Ria de Alvor. Uma grande extensão de areal dourado, águas calmas e cristalinas e quase ninguém na praia. O acesso faz-se por Odiáxere, pela estrada municipal 534, junto ao campo de futebol.

Praia do Barranco das Canas (ou Alemão)

Na zona do Vau, em Portimão, esta é uma das minhas favoritas. A envolvência é muito bonita, rodeada por falésias, com a Ponta João d’Arens a poente e a falésia da Praia do Vau no sentido oposto. As águas são tranquilas, de tom azul claro e o por-do-sol arrebatador. Acede-se de carro, atravessando a Urbanização Vau da Rocha até à estrada de terra batida, onde se estaciona, fazendo-se o restante caminho a pé.

Praia de Faro (Este)

Num extremo menos acessível da Ilha de Faro, esta praia selvagem, sem qualquer tipo de apoio, permite uma convivência singular com a natureza do Parque Natural da Ria Formosa. Para quem gosta de caminhadas e mergulhos em contacto com a natureza no seu estado mais puro.

Praia da Ilha da Armona

Acede-se da barco a partir de Olhão ou da Fuzeta. De grande extensão de areal, possibilita momentos mais familiares na zona onde se encontram os apoios de praia, ou momentos mais recatados, à medida que nos vamos afastando. De grande beleza natural, a par da areia fina e das águas quentes, fazem desta praia uma das favoritas da região.

Barril (ou Pedras d’el Rei), Santa Luzia (ou Terra Estreita) e Homem Nu

O comboio para o Barril ou o barco para Santa Luzia, ambos com partida da aldeia de Santa Luzia, são uma tradição do Verão algarvio. Em pleno Parque Natural da Ria Formosa são praias de grande beleza natural, com todos os equipamentos necessários para longas jornadas de praia em família ou com amigos. O Homem Nu, como o nome deixa antever, é uma praia naturista que se acede pelo areal da Praia do Barril (caminhando para o lado direito). Sem as “mordomias” das anteriores, é essencialmente uma praia para quem procura um ambiente mais tranquilo e sem a azáfama das enchentes. Se a vossa praia não é o naturismo mas procuram um lugar mais tranquilo, existe uma zona de transição entre o Barril e o Homem Nu que pode ser uma boa opção.

Praia de Cabanas de Tavira

Continuamos no Parque Natural da Ria Formosa e a única forma de aceder a esta praia é de barco, a partir do cais na marginal de Cabanas de Tavira. É uma praia muito bonita, essencialmente frequentada por famílias, que encontram nas suas águas calmas e quentes o local ideal para a época balnear. Apesar de ser uma praia muito popular é possível encontrar zonas mais traquilas e reservadas, afinal trata-se de um areal com vários quilómetros de comprimento.

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